segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Manifesto aos descrentes no amor e na sorte

por Xico Sá

Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.

Como se o amor fosse uma bodega de lucros, fiado só amanhã, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela, o Renato Russo musicou e tudo, lembra?

Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.

Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita pessoa, os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos. Falar nisso, nunca mais ouvi o velho e bom “eles renovaram o namoro”. Coisa linda, linda, linda, o mais comum era dizer apenas “eles renovaram”. Prestaram atenção na força das palavras?

É isso. Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.

Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais.

São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente.

Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores. Não adianta chamar o garçom do amor e passa a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) –como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo.

O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.

Já pensou quantos amores possíveis, como diria o Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada?

E quem disse que amor é para dar certo?

Amor é uma viagem. De ácido.

Amar é... dar ou levar pé-na-bunda.

Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.

E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.

Sim, o amor acaba, se não entenderam ainda... corram a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos: em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Vamos esquecer a ilusão católica do "até que a morte separe" os pombinhos. Vamos viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que de tão intenso e quente logo derrete.

Foi bonito, mesmo líquido.

Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença.


(http://xicosa.folha.blog.uol.com.br/arch2011-12-18_2011-12-24.html)

sábado, 29 de outubro de 2011

and its all about love and not money.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

estar sozinho

Estar sozinho é engraçado, louco, angustiante, libertário e triste, tal qual estar com alguém. No entanto, estar sozinho é absolutamente o oposto de estar com alguém.

Estar sozinho é fechar as mãos no nada quando se atravessa a rua correndo e não se tem uma mão para segurar.
É acordar sem saber o que será do dia porque planejar sozinho dá preguiça.
É falar a coisa mais engraçada do mundo para alguém que não vai rir, porque ninguém te entende tão bem.
É ficar louca sem cúmplice. Não tem graça ser fora da lei sozinho.
É querer contar tanta coisa para alguém, mas para quem?
A vida simplesmente acontece para quem está sozinho, às vezes sem que a gente perceba, pois é mais fácil ter noção de si mesmo através de outra pessoa.
Estar sozinho é fazer dengo sozinho na cama, sem ninguém para apenas encaminhar o ombro um pouco mais perto.
É comer doce demais porque sua boca precisa de um incentivo para continuar salivando vida.
É comer doce demais porque estar sozinho dá uma tremedeira estúpida de hipoglicemia.
É o doce que substitui mal e amargamente o sexo.
Estar sozinho é dormir até tarde no domingo. Não para congelar o tempo na alegria, mas para fazer de conta que o tempo não existe.
É conviver com a ansiedade de que você pode encontrar alguém especial a cada esquina, então você tenta ficar bonita. Mas seus olhos não mentem o cansaço da espera e a tristeza de estar solta, e você fica feia.
É ter a sensação de que ninguém te olha, pelo menos não como você gostaria de ser olhada.
Estar sozinha é estar solta e, no entanto, é estar amarrada ao chão porque nada te faz flutuar, sonhar, divagar.
Estar sozinho, ou estar sozinha, pode acontecer com qualquer um. E você torce para que aconteça com a sua melhor amiga, ou com aquele homem que você gostaria de experimentar como uma pílula para a sua solidão.
Estar sozinha é não suportar ouvir a palavra solidão porque ela faz sentido. E o sentido dela dói demais.
Estar sozinho é ter uma risada nervosa, de quem segura um grito e um choro enquanto ri. Um riso falso para se convencer de que é possível ficar sozinho sem ficar deprimido.
Estar sozinho é usar roupas provocantes sem se sentir sexy com elas. É conferir a caixa de e-mails com uma freqüência que beira a compulsão. É chorar do nada. É acordar do nada. É morrer de medo do nada que fica no estômago.
Estar sozinho é uma coisa física, ou melhor, é a falta dela. Você se sente oco por dentro, por isso aquele respiro profundo de lamentação.
É cogitar enlouquecer.
O ombro pesa porque é tenso ficar sozinho. E porque não tem ninguém pra te fazer massagem também.
Quando chove, venta, escurece, e você está sozinho, você lembra de Deus e do quanto é pequeno. Estar sozinho é se aproximar de Deus por piedade própria e não por agradecimento, que é o que nos faz aproximar Dele quando estamos amando.
Estar sozinho é detestar ficar em casa. Ficar em casa sozinho, quando se está sozinho, é muita solidão.
Então você sai, só para não ficar em casa sozinho. E descobre o quanto você é sozinho. E volta pra casa sozinho, e chora vendo fotos.
Estar sozinho é implorar paixão e loucura com um olhar para o carro ao lado, segundos antes de você ver que ele não está sozinho.
É trabalhar para passar o tempo e só conseguir escrever títulos, roteiros, spots e textos chatos, sem inspiração.
É procurar um olhar pela rua e andar por aí com cara de louco.
É estar pronta para algo novo e não agüentar mais dias iguais.
É ocupar a vida de açúcar, intrigas, fofocas, encrencas. Aventuras tortas.
É ocupar a vida dos outros com reclamações, lamentações, dúvidas e carências.
Resumindo: estar sozinho é triste, enche o saco dos outros e deve fazer mal para a saúde.

Tati Bernardi.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O amor bom é facinho

Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.


IVAN MARTINS em Revista Época

domingo, 13 de março de 2011

quinta-feira, 27 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

brilho eterno de uma mente sem lembranças



Joel: Wait!
Clementine: What?
Joel: I don’t know.
Clementine: What do you want, Joel?
Joel: Just wait. Just wait. I don’t know. I just want you to wait for… just a while.
Clementine: Okay.
Joel: Really?
Clementine: I’m not a concept, Joel. I’m just a fucked up girl who’s looking for my own peace of mind. I’m not perfect.
Joel: I can’t see anything that I don’t like about you.
Clementine: But you will.
Joel: Right now I can’t.
Clementine: You know, you will think things and I’ll get bored with you and feel trapped because that’s what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: Okay.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"closer" quote


"I can hear it. I can hear some words, but I can’t do anything with your easy words."


quinta-feira, 13 de maio de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

À distância

foto: andressa m
Compositor(es): Roberto e Erasmo Carlos


Nunca mais você ouviu falar de mim
Mas eu continuei a ter você
Em toda esta saudade que ficou
Tanto tempo já passou e eu não te esquecí,


Quantas vezes eu tentei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro
Todo dia sem você saber.

O que restou do nosso amor, ficou
No tempo,esquecido por você...
Vivendo do que fomos ainda estou
Tanta coisa já mudou,só eu não te esquecí.

Quantas vezes eu tentei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro
Todo dia sem você saber.

Eu só queria lhe dizer que eu
Tentei deixar de amar,não conseguí
Se alguma vez você pensar em mim
Não se esqueça de lembrar
Que eu nunca te esquecí.

Quantas vezes eu tentei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro
Todo dia sem você saber.(2x)



ps: foto do show do Ney Matogrosso do dia 17/04/10 porque eu chorei quando ele cantou essa música ok

terça-feira, 13 de abril de 2010

Carta Extraviada 5

"Tudo o que vejo são telas digitais, um novo mundo feito de chips e megabytes, e você vêm falar de amor, um amor que deixaria a todos incrédulos por ser real demais.
Não recebi suas cartas, mas sei que elas foram escritas, o universo regido por ícones eletrônicos induz a fantasias telepáticas. Ser intuitiva também é uma forma de conexão, há muitas cartas extraviadas viajando pelo espaço, sem fios ou cabos, sem satélites, palavras silenciadas e igualmente transmitidas. Amor é um troço raro e sempre de vanguarda.
Também escrevo minhas cartas que não são postadas, cartas digitalizadas no sonho, um mundo de excelentes intenções, nostalgias, poesias, essas coisas quase fluviais.
Você vem falar de amor de um modo que emociona, e eu vou falar de amor como se fosse sua resposta. Agradeço, primeiramente, o amor recebido e negado, demonstrado e não, seus adjetivos, seus diagnósticos e o tempo percorrido, se foi um amor de verão ou se comemorou vinte bodas anuais, o amor que sinto não é dado a configurações, o amor transcende, nunca foi mortal como a gente.
Gosto destes sons, embala o amor a rima, navego empurrada pelos ais e por sufixos e sílabas que remam, remam, aqui vão minhas palavras navais. O amor não tem ancoradouro, porto, cais – o amor é navegante e recolhe pessoas neste mar de distraídos, salva vidas. O amor que você narra e a mim dirige é amor primitivo, fora de catálogo, é sorte dos amores ambientais, estão por toda parte, para senti-lo requer apenas querê-lo. Conceitos fugazes do amor? Não creio. Há os amores produzidos e os amores naturais, os amores duros e os rarefeitos, há os que nascem do peito e os ancestrais, amores vários, todos iguais.

Em diversas cartas há seu apelo e sua culpa pelo amor não-vivido. O amor vive apesar de nós, tudo o que se sente é validado por ser existente, não sofra mais. Foram cartas não assinadas, não enviadas, talvez escritas por mais de uma pessoa, tanto faz. São cartas de amor, e mesmo com angústia e anonimato, sobrevive nelas o tesouro de um sentimento bruto, porém não violento. O amor comentado nestes tempos que correm é produto, assunto de revistas e jornais, o amor nos tempos que correm deveria ir mais devagar, aceitarem-se múltiplos, gozo, gás. Você que escreve mentalmente, você que escreve cartas para ficar, você que não sabe direito que amor é esse e que só quer se desculpar, você que ama livre e você, entre grades, você que ama em pensamento, você e você e você, nós todos e nossos amores ornamentais, que ainda nos fazem chorar e mal entender, carentes existenciais, você e você e você e nossas cartas abortadas, digamos para nós mesmos: comunicar é lindo e gritar o amor é nobre, dizer te amo é bálsamo e mais ainda, escutar. Mas o amor independe, o amor, remetente, é transcrito no olhar, há quem entenda e há quem procure lê-lo em outro lugar. Amor é carta que mesmo extraviada está ora chegando e partindo, e pode cair em mãos que não as destinadas, mas onde estiverem as palavras, escritas ou caladas, onde estiverem os desejos e seus códigos postais, não importa a data em que foram selados, serão sempre cartas de amor e amores que alcançaram seus finais."

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vanilla sky quotes


David: Look at us. I'm frozen and you're dead, and I love you.
Sofía: It's a problem.
David: I lost you when I got in that car. I'm sorry.

Julie: Don't you know that when you sleep with someone, your body makes a promise whether you do or not.

Edmund: There are no guarantees, but remember: Even in the future, the sweet is never as sweet without the sour.

David: I want to live a real life... I don't want to dream any longer.

Sofía: But I just think good things will happen, if you are a good person with a good attitude, don't you think?

Edmund: It's been a brilliant journey of self-awakening. And now you've simply got to ask yourself this: What is happiness to you, David?

David: The little things... there's nothing bigger, is there?



Edmund: You were missed, David. It was Sofia who never fully recovered. It was she who some how knew you best... and like you, she never forgot that one night where true love seemed possible.

[last lines to Sofia]
David: Do you remember what you told me once? That every passing minute is a another chance to turn it all around.
Sofía: I'll find you again.
David: I'll see you in another life... when we are both cats.


(L)


*ideias de fotos para se tirar um dia


.ABRE LOS OJOS.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Amor em expansão

E eu não quero abrir meus olhos para as coisas ruins, não há motivo pois o que tenho sentido é a paz. Não quero abrir os olhos porque quando estou assim, sinto amor em todas as coisas ao meu redor.

foto: http://psychodelic.tumblr.com/

"Happy Valentine Day"


.O coração do universo.

Sobre carmas

foto: http://psychodelic.tumblr.com/

Existem pessoas que parecem pequenos carmas, saem das nossas vidas, aparecem, somem e reaparecem a hora em que querem. E você fica só se perguntando o porquê disso; ou que importância fundamental essa pessoa é para ter esse direito de reaparecer enquanto tantas outras pessoas somem e nunca mais voltam. Será uma espécie de missão, de motivo de vida envolvendo-a para que, a fim disso, nunca saia de nossos olhos? Existe uma lista de “sintomas de ascensão espiritual”, coisas que acontecem quando você está crescendo espiritualmente. Um dos itens dessa lista diz:

4. Clarificação de carma Velhos conteúdos parecem estar ressurgindo, como descrito acima, ressurgindo em sua vida as pessoas envolvidas nesses episódios. Casos de encerramento de processo. Ou talvez você precise trabalhar o seu amor-próprio, abundância, criatividade, apegos, etc. Começarão a aparecer os recursos ou as pessoas de que necessita para auxiliar neste trabalho.Conselho: O mesmo do que para Ponto 3. E ainda: não se envolva demasiado na análise destas situações, pois isso fará com que volte para eles, novamente, cada vez a níveis mais profundos. Peça ajuda de um terapeuta, se necessitar, e avance. Não tente evitar nem «passar ao lado» destas «memórias». Abrace o que aparecer e agradeça por isso contribuir para o seu desenvolvimento. Agradeça ao seu Eu Superior por lhe dar a oportunidade de se livrar destes «resíduos». Lembre-se, você não quer que eles continuem no seu ADN.

A dica é semelhante ao que ‘prega’ a meditação: deixar os sentimentos passarem sem se apegar a nenhum. É o segredo. É assim que sempre se leva a vida.

domingo, 21 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

O amor está escrito nas estrelas

Uma pesquisa alemã revela padrões estatísticos definidos nos casamentos entre signos solares. Capricornianos e aquarianos preferem casar entre si.

O meu signo combina com o seu? Quem é que já não fez esta pergunta? Todos nós com certeza, mas um cidadão alemão resolveu checar se existe realmente fundamento científico para esta questão. Para isso, contou com ajuda do Departamento Federal de Estatística em Berna, na Suíça e do departamento de estatística da Universidade Ludwig-Maximilian de Munique, Alemanha. O alemão em questão chama-se Gunter Sachs, ex-marido de Brigitte Bardot, e publicou o resultado dessa e de outras pesquisas no livro Die Akte Astrologie (O Dossiê da Astrologia), Editora Goldmann, ainda sem tradução para o português.

A amostragem foi de 358.763 casamentos, ou seja, de todas as uniões realizadas na Suíça entre 1987 e 1994. E o resultado indicou que existe uma relação entre casamento e signos! O interessante é que toda essa pesquisa foi feita apenas levando em conta o signo solar, e não o mapa astral completo, e mesmo assim, para a surpresa de leigos e astrólogos, o resultado é muito relevante. Das 144 combinações possíveis, 13 se desviam completamente do esperado pelo acaso. A chance de esse resultado ser coincidência é de 1 : 50.000.

MAIOR INCIDÊNCIA DE CASAMENTOS

HOMEM - MULHER
Áries - Áries **
Touro - Touro *
Gêmeos- Gêmeos *
Leão - Áries *
Virgem- Virgem **
Libra - Libra *
Escorpião- Peixes **
Sagitário- Sagitário **
Sagitário- Áries **
Capricórnio- Capricórnio ***
Aquário- Aquário ***
Peixes - Escorpião **

Os asteriscos querem dizer que a chance deste resultado ser coincidência é:

1 : 20 * levemente significante
1 : 100 ** significante
1 : 1000 *** altamente significante


Ou seja, é impressionante a quantidade de capricornianos e de aquarianos que casam entre si. Uma possível explicação para isso é o fato de ambos signos serem tradicionalmente regidos por Saturno, que rege a duração em si, e, portanto, promove a extensão e o prolongamento das relações, ou seja, que transforma relações em casamentos. Ainda nesse sentido, Saturno está em exaltação (melhor lugar possível) em Libra, o signo dos contratos e das uniões, o que reforça o papel casamenteiro deste planeta e dos signos que ele rege. Não podemos deixar de lembrar que a instituição do casamento civil é puramente social, e Capricórnio é o signo que mais segue as normas sociais enquanto Aquário aparentemente é o signo que menos importância dá a essas regras (porque modernamente também é regido pelo planeta Urano). Deste ponto de vista, alguém tradicional e socialmente correto procurará um parceiro igual e alguém mais "louquinho" também procurará uma pessoa que goste de quebrar regras.

Outro fato que chama a atenção nos resultados é que das treze combinações de casamentos, doze são do mesmo elemento (Fogo, Terra, Água e Ar). A chance de que esse resultado tenha sido coincidência é de 1 : 7.700.000!!!

Signos de Fogo: Áries, Leão, Sagitário
Signos de Terra: Touro, Virgem, Capricórnio
Signos de Ar: Gêmeos, Libra, Aquário
Signos de Água: Câncer, Escorpião, Peixes

A única combinação que ficou fora do mesmo elemento foi a Touro - Libra, que são signos regidos pelo mesmo planeta: Vênus, o planeta dos relacionamentos!

Um outro fato que talvez já tenha chamado a atenção do leitor é que das treze combinações campeãs de casamento, oito se casam entre si! Ponto para a homeopatia: semelhante com semelhante! As pessoas casam com pessoas parecidas a elas mesmas. Você pode até se sentir atraído por uma pessoa oposta ou diferente a você, mas conviver no dia-a-dia já são outros quinhentos...

Você também reparou que os três signos de Água não casam tanto entre si, a ponto de chamarem a atenção do ponto de vista estatístico? Explicação possível: a Água é o elemento que representa a essência da impermanência (líquido, sólido e gasoso) e, portanto é mais provável que alguém de signo de Água se case com alguém que não seja de Água, para que possa manter uma situação estável, que configure uma relação mais duradoura. Câncer e Câncer e Escorpião com Escorpião até casam entre si, mas nada digno de nota do ponto de vista estatístico. A probabilidade de um casamento Peixes com Peixes está abaixo da média esperada. Nos casos em que houve união de signo de Água com signo de Água o signo Escorpião estava envolvido. Além de representar a eroticidade, entendida no seu sentido mais amplo de promover a união, Escorpião representa o estado sólido da água, é como se fosse o Saturno (que simboliza a pedra) da Água.

E faltou falarmos de Leão. Você já imaginou uma casa com duas suítes reais, onde marido e mulher querem ser ao mesmo tempo o centro das atenções?

Foi feita também uma pesquisa sobre quais as uniões mais duradouras.

Casamentos que mais duram:

HOMEM - MULHER
Áries - Áries **
Gêmeos- Touro **
Touro - Câncer *
Capricórnio- Peixes ***
Peixes- Escorpião **

Talvez a alta durabilidade de Capricórnio e Peixes seja explicada pelo planeta Saturno (regente de Capricórnio, já descrito acima) e pelo fato de Peixes ser o signo da renúncia. Para que uma união permaneça são necessárias várias renúncias e concessões.

Não vá desmanchar o seu namoro nem ficar de cara amarrada com seu marido se a combinação planetária de vocês não estiver entre as campeãs. Esse é apenas um estudo estatístico que mostra que existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia. O conhecimento de astrologia pode ajudar. O mapa astral é dividido em 12 casas (setores); o amor está na quinta casa, mas o casamento está na sétima casa. Ou seja, amar é um departamento, relacionar-se é outro. Ser hábil na arte de se relacionar requer tato, diplomacia, equilíbrio, afeto, cooperação e saber conciliar as suas questões com as do outro!

Hanna Opitz


Fonte: http://www.constelar.com.br/revista/edicao48/casamentos.htm

O segredo do casal feliz: compartilhar alegrias

A chave para manter viva a magia do casamento é encontrar meios para promover aspectos positivos; a maneira de lidar com boas notícias pode ser mais decisiva para o relacionamento que a capacidade de oferecer apoio um ao outro em situações difíceis. Veja o que a ciência tem a dizer sobre a intimidade

Relacionamentos íntimos, como o casamento, estão entre as mais importantes fontes de satisfação individual. Apesar de muitos casais entrarem nessa jornada com a melhor das intenções, muitos se separam ou permanecem juntos apesar da relação deteriorada. Entretanto, alguns continuam felizes e bem-sucedidos. Qual será o segredo? Alguns indícios surgem das últimas pesquisas no novo campo da psicologia positiva. Fundada em 1998 pelo psicólogo Martin E. P. Seligman, da Universidade da Pensilvânia, essa área inclui pesquisas sobre as emoções consideradas positivas, os pontos fortes dos seres humanos e o que é importante para a maioria das pessoas. Nos últimos anos, pesquisadores que se dedicam a esses estudos descobriram que casais satisfeitos são propensos a acentuar mais o lado bom da vida, diferentemente daqueles que continuam juntos apesar de infelizes ou que se separam. Eles não apenas lidam bem com as adversidades, mas também celebram os momentos felizes e trabalham para construir e reforça situações favoráveis.

É possível que a forma de um casal lidar com as boas notícias seja ainda mais relevante para a o convívio que a capacidade de se apoiar mutuamente nas circunstâncias difíceis. Proporcionalmente, pessoas felizes com sua vida amorosa também experimentam individualmente mais emoções agradáveis que negativas, em comparação com aquelas envolvidas em relacionamentos fracassados. Certas estratégias costumam melhorar essa proporção e, portanto, ajudar a fortalecer as relações. Outro ingrediente para um relacionamento de sucesso: cultivar a paixão. Aprender a se dedicar à pessoa afetivamente importante em nossa vida, de forma saudável e prazerosa, favorece o amadurecimento emocional.

Reportagem completa na revista Mente&Cérebro

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/o_segredo_do_casal_feliz_compartilhar_alegrias.html

O que a ciência tem a dizer sobre a intimidade

Pesquisas científicas ilustram como as pessoas se apaixonam e sugerem técnicas para construir relacionamentos consistentes

1 Excitação. O psicólogo Arthur Aron, da Universidade Stony Brook, descobriu que as pessoas tendem a se ligar emocionalmente quando estão agitadas, por exemplo, devido ao exercício, aventuras ou exposição a situações perigosas. (Veja o exercício Queda de amor)

2 Bem pertinho. Estudos dos psicólogos sociais Leon Festinger e Robert Zajon, da Universidade Stanford, concluíram que simplesmente estar perto de alguém tende a produzir sentimentos positivos. Quando uma pessoa, de forma consciente e proposital, permite que a outra invada seu espaço pessoal, os sentimentos de intimidade aumentam rapidamente. Talvez por isso seja mais fácil brigar por telefone do que quando estamos fisicamente próximos.

3 Semelhança. Opostos às vezes se atraem, mas uma pesquisa coordenada pelo economista comportamental Dan Ariely, da Universidade Duke e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), mostra que as pessoas tendem a formar par com aqueles que são parecidos com elas – em termos de inteligência, experiência e nível cultural e atratividade. Algumas pesquisas chegam a sugerir que apenas imitar alguém pode aumentar a proximidade. (veja o exercício Amor de macaco).

4 Humor. Os pesquisadores Jeanette e Robert Lauer, especializados em relações amorosas, mostraram em 1986 que em uniões felizes de longa duração os parceiros fazem o outro rir bastante. Outro estudo revela que principalmente as mulheres frequentemente procuram parceiros que as divirtam e vê-las achar graça é atraente para eles – possivelmente porque quando rimos ficamos em uma posição menos defensiva, o que facilita a aproximação. Conhece algumas boas piadas?

5 Novidade. O psicólogo Greg Strong, da Universidade Estadual da Flórida, constatou que as pessoas tendem a se aproximar quando estão iniciando uma nova tarefa. A novidade apura os sentidos e também faz as pessoas se sentirem vulneráveis e se ajudarem mutuamente. Portanto, aprender coisas juntos é um jeito de fortalecer laços.

6 Inibições. Milhões de relacionamentos provavelmente começaram com uma taça de vinho. A inibição bloqueia as sensações de vulnerabilidade, o que pode de fato ajudar a criar vínculos. Ficar bêbado, no entanto, pode surtir efeito contrário.

7 Bondade e perdão. Vários estudos confirmam que tendemos a criar laços com pessoas bondosas, sensíveis e atenciosas. Sentimentos de amor podem emergir com especial rapidez quando alguém muda de comportamento deliberadamente – por exemplo, desistindo de fumar ou de beber – para se adaptar às nossas necessidades. Em geral, o perdão também cria vínculos e cumplicidade.

8 Toque e sexualidade. Uma massagem nas costas pode fazer maravilhas. Mesmo se aproximar de alguém, sem de fato tocar, pode despertar em ambos inúmeras sensações. Vários estudos, um deles realizado pela psicóloga social Susan Sprecher, da Universidade Estadual de Illinois, aponta que a sexualidade pode reafirmar sentimentos de proximidade e carinho.

9 Comprometimento. Estudos de pesquisadores como a psicóloga Ximena Arriaga, da Universidade de Purdue, sugerem que o compromisso é um elemento essencial na construção do amor. Pessoas cujos comprometimentos são fracos interpretam o comportamento de seus parceiros mais negativamente, o que com o tempo pode destruir a relação. Quando se tem a firme intenção de manter o relacionamento, os problemas conjugais são mais facilmente relativizados.


Fonte: revista Mente e cérebro nº205, pág. 44

Alguns jeitos divertidos de chegar mais perto de quem você gosta

Veja alguns exercícios inspirados em estudos científicos que mostram que é possível, deliberadamente, criar intimidade emocional com o parceiro – ou mesmo com alguém que você mal conhece:

1 Dois em um. Levemente abraçados, comece a sentir a respiração do parceiro e, aos poucos, tente sincronizar a respiração. Após alguns minutos, a maioria das pessoas tem a sensação de extrema proximidade.

2 Fitar a alma. Em pé ou sentados a uns 60 cm de distancia, os dois devem olhar profundamente nos olhos um do outro, durante dois minutos, e depois conversar sobre o que perceberam.

3 Amor de macaco. Em pé ou sentados bem próximos, comecem em silencio a movimentar mãos, braços e pernas, de modo que um imite o outro (e o papel de quem comanda se alterne, sem que isso seja verbalmente combinado – os dois devem simplesmente se ajustar). Pode ser divertido, mas não é fácil. Após alguns minutos, cada um sentirá que está se movimentando voluntariamente, mas seus gestos parecem conectados com os do parceiro.

4 Queda de amor. Este é um exercício simples de confiança, que pode aumentar sentimentos mútuos de vulnerabilidade. Em pé, simplesmente deixe-se cair para trás nos braços de seu parceiro. Então troque de posição. Repitam várias vezes e então falem sobre suas sensações.

5 Trocas de segredos. Anote algo bastante íntimo, que não costuma contar a ninguém, e peça a seu parceiro que faça o mesmo. Então troquem de papel e falem sobre o que leram.

6 Leitura da mente. Anote uma idéia que quer transmitir ao parceiro. Então passe alguns minutos tentando transmiti-la, sem falar, enquanto ele ou ela tenta adivinhar o que é. Se o outro não conseguir descobrir, revele o que estava pensando. E troquem de papel. É curioso que após repetir a prática várias vezes as pessoas parecem adquirir a “capacidade” de desvendar o pensamento uma da outra.

7 Deixe-me entrar. Fiquem a cerca de 1,20 m de distância e se concentrem um no outro. A cada 10 segundos, mais ou menos, se aproximem um pouco até que, depois de várias vezes, vocês estarão dentro do espaço pessoal do outro (o limite é de uns 45 cm). Fiquem o mais próximo possível sem se tocar. Algumas vezes esse exercício acaba em beijo.

8 Aura de carinho. Posicione a palma da mão o mais próximo possível da palma de seu parceiro sem chegar a se tocarem. Façam isso por vários minutos, durante os quais vocês sentirão não apenas calor, mas também, às vezes, misteriosos tipos de faíscas.


Fonte: revista Mente e cérebro nº205, pág. 43